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SuperHalf Cardiff: Patrícia e Mayra completam a jornada e conquistam a mandala

Depois de seis provas, diferentes desafios e muitas histórias pelo caminho, Patrícia e Mayra chegaram à SuperHalf Cardiff para completar uma jornada iniciada em 2024 e conquistar a tão esperada mandala.

Algumas conquistas no esporte são construídas muito antes da linha de chegada. Elas começam nos ciclos de treinamento, passam pelas viagens, pelos imprevistos e por tudo aquilo que acontece entre uma prova e outra.

Para Patrícia e Mayra, a SuperHalf Cardiff, em outubro de 2026, representou justamente esse tipo de chegada.

Cardiff foi a sexta e última prova de uma trajetória que passou por Berlim, Valência, Lisboa, Copenhague e Praga. Duas atletas percorrendo as mesmas seis provas, mas construindo experiências e percepções muito particulares ao longo do caminho.

No final, uma conquista em comum: a mandala completa.

Uma jornada que começou em Berlim

A primeira prova foi Berlim, em abril de 2024.
Para Patrícia, a estreia já mostrou que nem sempre uma prova acontece exatamente como imaginamos. Depois de realizar todo o ciclo de treinamento no frio, ela encontrou 28°C no dia da corrida.
Apesar do calor, as lembranças foram positivas: percurso plano e bonito, muita torcida e a sensação de estar começando uma nova jornada.
Berlim também ocupa um lugar especial na memória de Mayra. Entre as seis provas, foi sua preferida, principalmente pela organização, pelo percurso e pela torcida.

Era apenas a primeira medalha, mas o caminho até a mandala já havia começado.

Valência e uma corrida debaixo d’água

Em outubro de 2024, veio Valência.
Se Berlim surpreendeu Patrícia pelo calor, Valência fez exatamente o contrário. A chuva apareceu antes da largada e permaneceu durante toda a prova.
E o desafio não terminou depois da linha de chegada. As enchentes bloquearam diversas estradas e quase impediram seu retorno para Berlim.
Mayra teve uma experiência diferente. Foi em Valência que conseguiu seu melhor tempo entre as seis provas. Ela destaca o percurso bastante plano e considera a organização boa, apesar de alguns momentos do trajeto não terem chamado tanto sua atenção.

Mais uma prova concluída e mais uma peça dessa história conquistada.

Lisboa: um capítulo mais complicado

Em março de 2025, Patrícia chegou à terceira prova de sua trajetória.
Lisboa começou novamente com chuva, que permaneceu até pouco antes da largada. Durante a corrida, porém, o tempo deu uma trégua.
Dessa vez, os principais desafios estiveram na experiência ao redor da prova. Patrícia relata largada e chegada bastante tumultuadas, dificuldades na dispersão e alguns trechos que exigiram atenção extra.
E ainda havia mais um imprevisto reservado para a viagem: seu voo de volta foi cancelado devido a uma greve no aeroporto de Berlim.
Para Mayra, Lisboa também não deixou as melhores lembranças. Entre todas as seis provas, foi a que menos gostou. Sua avaliação destaca problemas de organização, dificuldades para chegar e sair da região da prova e um percurso que não a conquistou.

Experiências individuais diferentes, mas uma percepção em comum: Lisboa foi um dos capítulos mais desafiadores da jornada.

Copenhague: quando tudo finalmente correu bem

Depois de tantas histórias envolvendo clima, logística e outros imprevistos, Copenhague trouxe uma experiência diferente para Patrícia.
O ciclo aconteceu sem grandes contratempos. A prova foi marcada por um percurso plano, uma cidade bonita e muita torcida.
A chuva apareceu apenas depois da chegada. Para Patrícia, quase uma “lavagem de alma” depois de tudo o que havia vivido nas etapas anteriores.
Mayra também guarda Copenhague entre suas favoritas. Ela destaca a beleza da cidade, o cenário verde e o percurso bastante plano.

Dessa vez, a história não precisava de nenhum grande perrengue para ser memorável.

Praga e uma prova de persistência

Praga representou um desafio diferente para Patrícia.
Durante o ciclo, uma cirurgia no dente a deixou duas semanas sem correr. Depois, faltando apenas uma semana para a prova, veio uma gripe.
Diante das circunstâncias, o objetivo mudou.
Não era mais uma questão de buscar tempo, pace ou recorde. O objetivo era conseguir estar na largada e chegar até o final.
E ela conseguiu.
Para Mayra, Praga ficou em penúltimo lugar entre as seis experiências. O principal motivo foi o percurso com muitos trechos de paralelepípedo, característica que tornou a corrida menos agradável para ela.

Faltava apenas uma.

SuperHalf Cardiff: a última prova, a última medalha

Em outubro de 2026, Patrícia e Mayra chegaram à SuperHalf Cardiff.
Era a sexta e última prova.
E, para Patrícia, a expectativa de encontrar um percurso plano desapareceu rapidamente.
Cardiff trouxe muitas subidas, incluindo uma bastante íngreme perto do quilômetro 19, que imediatamente a fez lembrar da Brigadeiro. O percurso também exigiu atenção em alguns pontos por conta de buracos, ilhas e trechos mais apertados.

Mas houve algo que se destacou ainda mais: a torcida.
Patrícia descreve a energia do público como algo “de arrepiar”.
Mayra compartilha uma percepção semelhante. Mesmo com as muitas subidas, Cardiff ficou ao lado de Copenhague entre suas provas preferidas. Para ela, a torcida foi diferente de tudo o que havia vivido nas etapas anteriores, com pessoas incentivando os atletas ao longo de toda a prova.

E, como já havia acontecido outras vezes nessa jornada, a aventura de Patrícia não terminou na linha de chegada.

No caminho de volta para o aeroporto, um acidente deixou o trânsito parado durante horas e fez com que ela perdesse o voo. No dia seguinte, o novo voo ainda foi cancelado.

Mais um imprevisto para a coleção.
Mas, naquele momento, havia algo muito maior para celebrar.
A mandala estava completa

Berlim. Valência. Lisboa. Copenhague. Praga. Cardiff.

Seis cidades que Patrícia e Mayra conheceram também pela corrida. Em cada uma delas, uma experiência diferente para cada atleta.
Patrícia viveu uma jornada marcada por mudanças de clima, problemas de viagem, questões de saúde e pela necessidade de adaptar expectativas ao longo do caminho.
Mayra construiu suas memórias a partir das características de cada experiência: organização, percurso, torcida, dificuldade e tudo aquilo que fez algumas etapas se destacarem mais do que outras.

Não houve uma percepção única sobre as seis provas. E talvez seja justamente isso que torne essa história tão especial.

Porque correr a mesma prova não significa viver a mesma prova.
Cada atleta chega à largada carregando seu próprio ciclo, suas expectativas e seus desafios. E cruza a linha de chegada levando uma história que só ela poderia contar.

Em Cardiff, porém, as duas trajetórias chegaram ao mesmo ponto.
A última prova foi concluída. A última medalha foi conquistada. E a mandala, finalmente, estava completa.
Para Patrícia e Mayra, o que começou em Berlim, em 2024, terminou em Cardiff, em 2026, com uma conquista construída prova após prova.

Seis cidades. Seis provas para cada uma. Doze histórias. Uma conquista em comum.

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