Akira Fukamachi: Minha história nas 10 Maratonas de Berlim
Minha primeira maratona da vida foi em Berlim, em 2007. Em 2026, completei minha décima participação nessa mesma prova.
Entre essas duas chegadas, muita coisa mudou. Voltei casado e com dois filhos pequenos, passei por adaptações nos treinos e na vida na Alemanha, encontrei corredores da Lobo em Berlim e alcancei meu melhor tempo. Também vivi uma edição que não saiu como eu havia planejado.
Contar minhas dez Maratonas de Berlim é revisitar essas diferentes fases. Cada resultado tem um contexto, e cada prova faz parte de uma história que continua em construção.
2007: onde tudo começou
Comecei no esporte em 2004, enquanto morava na Alemanha. No início, a falta de orientação e de experiência estava entre minhas maiores dificuldades.
Três anos depois, em 2007, corri minha primeira maratona. Foi em Berlim, com o tempo de 3h36min19s.
Essa foi a primeira das dez chegadas que hoje fazem parte da minha trajetória na prova.
2017: dez anos depois, uma nova fase da vida
Em 2017, voltei à Maratona de Berlim, dez anos depois da minha primeira participação.
Dessa vez, estava casado e tinha dois filhos pequenos: uma menina de 1 ano e 9 meses e um menino de 5 anos. Era outro momento da minha vida, com uma rotina diferente daquela de 2007.
Concluí a prova em 3h41min46s. A mesma maratona agora fazia parte de uma nova fase da minha história.
2018: me adaptando aos treinos e à vida na Alemanha
Em 2018, ainda estava me adaptando aos treinos e à vida na Alemanha.
Voltei a Berlim e completei a maratona em 3h38min36s. A preparação fazia parte desse processo de adaptação, enquanto eu buscava organizar os treinos dentro da minha rotina.
2019: um encontro com a Lobo em Berlim
Em 2019, aconteceu o primeiro encontro pré e pós-prova de um grupo de corredores da Lobo na Maratona de Berlim.
Naquele ano, terminei a prova em 3h36min49s. Além do resultado, essa edição ficou marcada pelo encontro com o grupo, uma parte da minha história com a Lobo também vivida em Berlim.
2020 e 2021: a pausa e o retorno
Em 2020, a Maratona de Berlim foi cancelada devido à pandemia. Foi uma pausa na sequência de participações.
Voltei em 2021 e concluí a prova em 3h32min43s. Ainda estava tentando encontrar a melhor forma de treinar sozinho na Alemanha.
O retorno à maratona aconteceu enquanto eu continuava buscando ajustes na minha preparação.
2022 e 2023: buscando minha melhor versão
Em 2022, completei a Maratona de Berlim em 3h23min40s, sempre buscando minha melhor versão.
Em 2023, o resultado foi de 3h17min32s. Eu estava consolidando um novo patamar.
Esses dois anos registram uma evolução importante nos meus tempos e fazem parte da construção que me levou à edição seguinte.
2024: meus 50 anos e meu melhor tempo
Em 2024, tudo se encontrou: meus 50 anos de idade, a 50ª edição da Maratona de Berlim e Rodrigo Lobo em Berlim.
E veio também meu melhor tempo: 3h05min26s.
Essa foi uma das provas mais marcantes da minha trajetória. Além do recorde pessoal, pude correr junto com meu treinador, Rodrigo Lobo.
Quando olho para as minhas participações em Berlim, 2024 ocupa um lugar especial por reunir todos esses acontecimentos.
2025: às vezes, não sai como a gente planeja
Em 2025, concluí a maratona em 4h24min.
Às vezes, não sai do jeito que a gente planeja. Essa frase resume minha participação naquele ano.
Depois do melhor tempo em 2024, vivi uma prova com um resultado diferente. Ela também faz parte da minha trajetória, junto com as edições em que consegui evoluir no cronômetro.
2026: minha décima Maratona de Berlim
Em 2026, voltei e completei minha décima Maratona de Berlim em 3h26min03s.
Continuo em processo de construção. Alguns ajustes são necessários, e essa é a forma como enxergo o momento atual da minha corrida.
Da primeira maratona, em 2007, até esta décima chegada, passei por diferentes fases da vida e da preparação. Berlim esteve presente em todas essas participações.
O marco das dez conclusões e o Jubilee Club
Completar dez Maratonas de Berlim também significa alcançar o requisito esportivo para solicitar ingresso no Jubilee Club, que reconhece os atletas com pelo menos dez conclusões na mesma modalidade.
Entre os benefícios para os membros da corrida estão um número de peito pessoal vitalício, inscrição com vaga garantida nas próximas edições, respeitando os prazos e o pagamento, e acesso a espaços e itens exclusivos do clube.
Esse marco passa a fazer parte da minha trajetória depois de dez provas concluídas em Berlim.
Uma história que continua
A corrida me ensinou disciplina, dedicação e planejamento. São valores que me acompanham dentro e fora do esporte.
Quando me perguntam sobre os primeiros passos, meu conselho é acreditar no treinador, valorizar cada etapa e não tentar pular fases. Aproveitar o processo faz parte dessa caminhada.
Minha história em Berlim reúne a primeira maratona, o retorno em outra fase da vida, os encontros com a Lobo, o recorde pessoal e as provas que trouxeram novos desafios.
Foram dez chegadas. E eu continuo em construção.