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Tudo o que você precisa saber antes de correr a Maratona de São Paulo

A Maratona Internacional de São Paulo é uma das provas mais tradicionais do calendário brasileiro de corridas de rua. Criada em 1995, já recebeu atletas de elite do mundo inteiro e se consolidou como um evento que mistura esporte, cultura e turismo. Ao longo de três décadas, tornou-se referência pela organização, pelo percurso desafiador e pelo clima festivo que toma conta da cidade. 

A prova possui selo da World Athletics, garantindo padrão internacional de qualidade. Atualmente, conta com as distâncias de 7 km, 10 km, 21 km e 42 km, além dos 5 km da Corrida das Nações, realizada no Centro Histórico no sábado anterior à maratona. Em 2026, chega à sua 30ª edição, com largada e chegada no Parque do Ibirapuera, reunindo milhares de corredores em diferentes distâncias.

Percurso

O percurso da maratona é urbano e variado, exigindo estratégia do início ao fim.

Primeiros quilômetros: logo de cara, o percurso já apresenta parte do desafio que o atleta encontrará ao longo da prova, com um trecho de subida e descida pela Av. Rubem Berta, retornando ao Parque do Ibirapuera por volta do km 6.

Para encaixar o ritmo: do km 6 até aproximadamente o km 16, temos um dos melhores momentos da prova, com leve perda de altimetria e trechos mais planos, ideais para encaixar o ritmo de prova. Ainda assim, é importante manter o controle e preservar energia para os trechos mais exigentes à frente.

Trecho da USP: para quem vai correr os 42 km, é comum ouvir dos corredores mais experientes sobre o desafio do trecho dentro da Universidade de São Paulo, com cerca de 9 km (entre os km 24 e 33). Trata-se de um segmento mais tranquilo, com menor presença de público e, por isso, mentalmente mais desafiador. Por outro lado, é um excelente momento para estabilizar o ritmo, sustentar a estratégia, manter o foco e se preparar para a parte final da prova. Dentro da USP, também é tradicional encontrar pontos de apoio das assessorias.

Túnel Ayrton Senna: é o ponto mais marcante e desafiador tanto para os 21 km quanto para os 42 km. A inclinação somada ao ambiente fechado exige concentração e atenção ao ritmo, frequência cardíaca e percepção de esforço. Esse costuma ser um momento decisivo para avaliar quem fez uma boa gestão de prova e preservou energia para o final.

Últimos quilômetros: o retorno ao Ibirapuera traz o desafio da fadiga acumulada, mas também o incentivo de uma maior presença de público, que impulsiona os corredores com energia e emoção até o pórtico de chegada.

Subidas, dicas práticas e gestão de esforço: As subidas e ondulações fazem parte do desafio e devem ser encaradas com confiança e estratégia.

Ajuste da passada: encurtar levemente a passada e aumentar a frequência de passos (cadência) melhora a eficiência mecânica e contribui para a economia de energia.

Inclinação do tronco: incline ligeiramente o tronco à frente, com foco na ativação dos músculos estabilizadores, favorecendo a mecânica e tornando a subida mais fluida.

Percepção de esforço e frequência cardíaca: manter atenção a essas variáveis garante melhor controle do ritmo e evita desgastes desnecessários.

Retomada progressiva: ao final da subida, respire fundo, permita que a frequência cardíaca reduza e se estabilize, e retome gradualmente o ritmo alvo.

Aproveite cada KM

Mais do que buscar um tempo ou bater recordes, a Maratona Internacional de São Paulo é uma oportunidade de viver a cidade de uma forma diferente, sentir a energia das ruas e aproveitar cada quilômetro como uma celebração da superação pessoal.

Relaxe, curta o percurso, sorria, agradeça e permita que cada passo se transforme em uma lembrança especial. No fim das contas, correr é sobre aproveitar a jornada, e cada quilômetro é um motivo para comemorar.

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