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Como a alimentação pode melhorar a qualidade do seu treinamento

Por Thamires Diniz, nutricionista

Você já terminou um treino com a sensação de que ele deveria ter sido mais fácil? Ou percebeu que faltou energia para manter o ritmo planejado?

Nem sempre o problema está no treinamento. A alimentação também pode influenciar a qualidade do seu treino.

Treinar bem não significa apenas cumprir uma distância ou completar a planilha. Significa conseguir realizar o treino proposto, recuperar-se adequadamente e criar condições para evoluir ao longo das semanas.

A alimentação também faz parte do treinamento

A alimentação deve ser entendida como parte do treinamento, e não como algo separado dele.

Uma rodagem leve, um treino intervalado e um longão apresentam demandas nutricionais diferentes. Por isso, não necessariamente precisam receber a mesma estratégia alimentar.

Nesse contexto, o carboidrato merece atenção especial. Ele é uma importante fonte de combustível, principalmente em exercícios de maior intensidade e duração.

Isso não significa simplesmente “comer mais carboidrato”, mas entender quanto, quando e qual fonte utilizar, de acordo com as características do treino.

O que comer antes e durante o treino?

O pré-treino pode ajudar você a chegar mais abastecido e preparado para executar o treino proposto.

Já em treinos longos, o consumo de carboidratos durante a atividade pode contribuir para a manutenção da disponibilidade de energia.

Essas estratégias também precisam ser testadas e treinadas antes de uma prova. Assim, além de avaliar o que funciona melhor para o seu desempenho, você pode conhecer sua tolerância gastrointestinal e evitar testar algo novo justamente no dia da competição.

Hidratação também precisa de estratégia

O mesmo raciocínio vale para a hidratação.

Não existe uma quantidade universal de água que funcione para todos os atletas. As necessidades podem variar de acordo com fatores como duração e intensidade do exercício, temperatura, taxa de suor e características individuais.

Conhecer a própria resposta ao treino permite construir uma estratégia mais adequada.

Assim como acontece com o treinamento físico, a nutrição esportiva também deve ser individualizada. O que funciona para um atleta pode não funcionar da mesma maneira para outro.

E o treino em jejum?

Treinar em jejum não é necessariamente errado, mas também não é obrigatório para quem deseja emagrecer ou melhorar a performance.

Antes de decidir treinar sem se alimentar, vale fazer uma pergunta: qual é o objetivo daquele treino?

Um treino curto e leve apresenta uma demanda diferente de um longão, de uma sessão intervalada ou de um treino específico próximo de uma competição.

Quanto maior a demanda do exercício, maior tende a ser a importância de chegar ao treino com uma estratégia adequada de combustível.

A base começa fora do treino

Antes mesmo de pensar no que comer antes ou durante cada treino, existe uma base que precisa estar presente: uma alimentação de qualidade ao longo do dia.

Os carboidratos são importantes para fornecer energia para os treinos e podem vir de alimentos como arroz, batata, mandioca, aveia, pães, massas e frutas.

As proteínas, presentes em alimentos como carnes magras, ovos, peixes, frango, leite e derivados, contribuem para a recuperação e a manutenção dos músculos.

As gorduras de boa qualidade, encontradas em alimentos como azeite, castanhas, sementes, abacate e peixes, também fazem parte dessa base.

Frutas, legumes e verduras completam a alimentação, fornecendo vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde e o funcionamento adequado do organismo.

Nutrição e performance caminham juntas

No fim, performance não existe sem uma nutrição adequada.

Uma alimentação equilibrada ajuda o organismo a repor energia, reparar tecidos e estar recuperado para o próximo treino.

Por isso, comer bem para treinar melhor não significa pensar apenas no pré-treino ou na alimentação durante o exercício.

Significa construir, todos os dias, uma alimentação que cuide da sua saúde e dê suporte para você treinar, se recuperar e evoluir de forma consistente.

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