Minha Jornada Inspiradora: Rafael Amaral
Se alguém quisesse me encontrar na infância, bastava ir até a quadra. Eu era aquela criança hiperativa que vivia correndo, jogando futebol, inventando jogo, suando o dia inteiro. Escola, prédio, rua, qualquer lugar virava campo. O esporte sempre fez parte de mim, mesmo antes de eu entender o que isso significava.
A corrida entrou cedo na minha vida, quase como um legado. Meu pai é maratonista, com mais de 25 provas no currículo (começou aos 50 anos), e crescer vendo esse exemplo me marcou profundamente. Antes dos 15 anos, eu já tinha completado uma São Silvestre. Mas, apesar de gostar, eu não era constante. Ia e voltava, treinava e parava. Faltava propósito.
Tudo mudou quando eu tinha 28 anos. Meu pai me mostrou uma estatística simples: poucos corredores completam uma maratona antes dos 30. Aquilo bateu forte. Era o motivo que eu precisava. Decidi que faria parte desse grupo. E, em 2013, eu estreei em Berlim. Foi a primeira de muitas.
Entre 2013 e 2018, fiz seis maratonas. Treinava sozinho, com planilhas da internet, sem assessoria. Eu me esforçava, mas sabia que não estava extraindo meu melhor. Meu recorde era 3h41 e, no fundo, eu sentia que podia mais.
Em 2019, minha vida mudou de um jeito lindo: minha filha nasceu. E, com isso, tudo mudou. Rotina, prioridades, energia. O esporte ficou de lado. Engordei, perdi ritmo, perdi vontade. Foram quatro anos parado. Quatro anos em que eu me desconectei de algo que sempre fez parte de mim.
Até que, em 2023, algo despertou. Tomei uma chamada do meu sócio e me gerou um incômodo interno. Eu sabia que precisava voltar, mas dessa vez com estrutura, com acompanhamento, com responsabilidade. Decidi retomar com uma assessoria.
O primeiro ano não foi fácil. Me machuquei e não consegui fazer a prova-alvo. Poderia ter desistido ali. Mas eu já não era mais o mesmo. Ajustei alimentação, rotina, mentalidade. Reconstruí meu corpo e minha cabeça. E, quando voltei a alinhar no pórtico, voltei mais forte.
Desde então, fiz mais três maratonas. A última, em Amsterdam, com meu recorde pessoal: 2h50. Um salto enorme, fruto de disciplina, método e propósito.
Foi também nesse período que encontrei a Lobo Assessoria. A metodologia, o respeito ao individual, o foco em volume inteligente — tudo isso fez sentido para mim. Aqui, eu me sinto parte de algo maior. Estou há um ano na Lobo e sei que ainda tenho muito espaço para crescer.
Hoje, eu vivo o esporte. Não como obrigação, mas como identidade. A corrida molda minha rotina, minha saúde, minha forma de ser pai, profissional e pessoa. E isso transborda para além de mim. Na LAS, empresa que fundei há 19 anos, criamos o projeto RUN FOR LIFE, incentivando colaboradores a completarem 21 km também em parceria com a LOBO. Ver outras pessoas se transformando através do esporte é uma das coisas que mais me motiva.
Meu próximo grande objetivo é a Maratona do Rio, minha 10 maratona, em junho. Mas, no fundo, eu já entendi que a verdadeira prova não tem linha de chegada.
A maratona da minha vida é outra: não parar. Viver o esporte. Honrar a disciplina.
E colher, todos os dias, os resultados dessa escolha.