Minha Jornada Inspiradora: Kaio Reis
Do sub3h no Rio ao sub2h45 em Boston: uma jornada de adaptação e disciplina
Sempre gostei de praticar esportes, mas foi em 2019 que decidi transformar a corrida em um objetivo maior. Quando entrei para a Lobo, eu tinha uma meta clara: correr uma maratona.
O que eu não imaginava era que a corrida acabaria transformando completamente minha forma de enxergar disciplina, evolução e equilíbrio.
Em 2022, completei minha primeira maratona no Rio em 2h58m06s. Ser sub3h logo na estreia teve um significado muito especial para mim. Aquela marca representava muito mais do que um tempo: era o resultado de meses de constância, dedicação e confiança no processo.
Mas a corrida rapidamente me ensinou que evoluir não significa apenas correr mais rápido. Evoluir é aprender a se adaptar.
Em 2023, corri a Maratona de Berlim em 2h47m30s. Foi um ciclo que me ensinou sobre maturidade esportiva. Entendi que performance é construída não apenas nos treinos fortes, mas também na recuperação, na alimentação, no descanso e na capacidade de repetir o básico todos os dias.
Em 2024, veio Chicago, concluída em 2h47m12s. Naquele momento, a rotina já era extremamente intensa, com muitas viagens a trabalho e uma agenda cada vez mais desafiadora. Foi quando a disciplina deixou de ser apenas uma ferramenta esportiva e passou a ser uma habilidade essencial para conciliar todas as áreas da vida.
Então chegou 2025, e com ele a maior mudança da minha vida: me tornei pai.
A paternidade mudou completamente minha rotina, minhas prioridades e minha forma de organizar o tempo. Não corri nenhuma maratona naquele ano, mas nunca deixei de correr. Aprendi a adaptar os treinos, ajustar expectativas e entender que consistência nem sempre significa perfeição.
E talvez esse tenha sido o aprendizado mais importante de toda a jornada.
Em 2026, encarei a Maratona de Boston vivendo o ciclo mais desafiador da minha trajetória até aqui. Boston é uma prova que exige respeito. O percurso desgastante, as subidas e a necessidade de controlar o ritmo o tempo inteiro fazem dela uma experiência muito mais mental do que parece.
Conciliar a preparação para uma prova como Boston com a paternidade, a rotina familiar, a vida profissional e as constantes viagens exigiu adaptação diária.
E foi ali que percebi que aquele 2h44m38s só foi possível por causa de três pilares fundamentais: força física para suportar a exigência da prova, força mental para enfrentar os momentos difíceis e experiência para tomar as decisões certas ao longo dos 42km.
Nada disso teria sido possível sem Deus, sem o apoio da minha esposa, da minha família e dos profissionais da Lobo.
Hoje, vejo que a corrida me transformou muito além da performance. Ela me ensinou sobre disciplina, adaptação, equilíbrio e evolução constante.
E sigo correndo porque ainda tenho muitos sonhos pela frente.